José João Mouzinho Serrote
Crónica 1 (28-07-2026)
Notável vila de Alegrete.
Este foi o nome escolhido pelo grupo fundador do "site " para acolher todos os que se consideram alegretenses e queiram dar livremente os seus testemunhos sobre várias épocas, costumes e gentes.
A notabilidade de uma Vila vê-se pelo papel desempenhado ao longo da sua própria construção e também do empenho no seu desenvolvimento histórico. Também pode ser notável pelos homens e mulheres ilustres produzidos.
O foral da vila foi concedido por D.Diniz em 1299 e depois confirmado com novos estatutos pelo mesmo Rei em 1319. Na época em que Afonso Sanches ( filho bastado de D. Diniz, mas o preferido) se refugiou em Albuquerque, Alegrete desempenhou importante papel no apoio às tropas reais. Aliás, a localização estratégica de Alegrete e do seu Castelo, sempre foi o argumento mais importante ao longo da evolução histórica de Portugal para os seus desempenhos e chamamentos. Que eu tenha conhecimento nunca aqui ocorreu uma guerra, talvez devido às "boas razões " que o meu amigo Mário Ceia indicou e que deram origem a rua das ditas, mas o seu desempenho durante e após o desenvolvimento de algumas guerras foi importantíssimo.
Durante a crise de 1383/1385, ocorreu em 4 de Abril de 1384 a batalha dos atoleiros. O facto de Alegrete ter aderido à causa do Mestre de Avis , levou a que Alegrete tivesse tido um papel de relevo na defesa estratégica da fronteira.
Em 1801 , durante o período agressivo de Napoleão, ocorreu a chamada " Guerra das laranjas". O general Gomes Freire de Andrade, decidiu concentrar as tropas de defesa estratégica em Alegrete. Estas tropas nunca chegaram a entrar em combate e foi nesta fase que Portugal ficou sem Olivença, que "de direito "voltou a ser portuguesa em 1815, , mas que" de facto "nunca aconteceu. É sabido que as guerras normalmente produzem heróis. Os heróis em Alegrete são provavelmente os emissários, mensageiros e negociadores que fizeram valer com grande poder de argumentação as "boas razões "para não haver combates e o povo anónimo e trabalhador .
