NOGADO

Crónica 3 (21-05-2026)

Nogado

Até agora, temos trazido para este espaço apenas receitas salgadas, mas a gastronomia tradicional alegretense é muito mais rica e variada, por isso, hoje trazemos-vos um doce. Um doce que se fazia pelo Natal, mas também nesta altura do ano, para provar o mel novo.

Sendo uma freguesia com uma grande área rural e maioritariamente serrana, muita gente do campo tinha colmeias. Alguns, apenas dois ou três cortiços para terem mel para consumo caseiro, outros, um pouco mais para venderem o excedente. E era no final da primavera, início do verão, que se fazia a cresta. Ou seja, que se tirava o mel das colmeias. Assim, as abelhas ainda tinham o verão inteiro para fazer mais mel para o seu consumo, durante o inverno.

  • 400 gr de farinha com fermento
  • 500 ml de mel
  • 100 ml de azeite
  • Raspa de limão
  • 3 ovos
  • 1 colher de manteiga
  • Azeite para fritar
Num alguidar, põe-se a farinha, faz-se um buraco no centro e deitam-se os ovos, azeite, a raspa de limão e a colher de manteiga. Amassa-se tudo e deixa-se a repousar, durante duas horas.

Enrola-se a massa em tirinhas e fritam-se. Depois de fritas, partem-se com as mãos, o mais pequenino que puder. Leva-se o mel ao lume até ferver e deitam-se as tirinhas partidas lá para dentro; deixa-se ferver uns minutinhos. Despeja-se para cima de papel de alumínio e molda-se com as mãos por cima do papel de alumínio, de modo a fazer um bolo comprido (tipo salame).

E pronto, o nosso nogado está pronto a extasiar os mais gulosos… e não só!

Receita de Clotilde Morgado Fonseca