António Fernandes Delicado
Crónica 4 (12-09-2026)
Por razões tecnológicas só hoje foi possível publicar a presente CRÓNICA. Do facto vos peço desculpa!
Depois de um breve interregno volto a falar de MÚSICOS DE ALEGRETE, COM HISTÓRIA.
Já falei de músicos que não conheci e de músicos que conheci remotamente. Fálo-vos, hoje, de três músicos com os quais partilhei parte da história da Filarmónica de Alegrete:
Fernando Velez Grave
José Maria Rosa Monteiro
Augusto Mouzinho Velez
Ao longo de 158 anos passaram pela Filarmónica de Alegrete centenas de músicos. Todos foram importantes. Porém, pelos seus feitos, alguns deles merecem destaque.
Fernando Velez Grave: trompetista exímio destacou-se de entre os seus pares disponibilizando-se para a formação voluntária de novos músicos. Para além da banda participou em projectos de conjuntos de música ligeira no contexto da Filarmónica.
Teve um papel preponderante na construção da nova sede da SRMA. Assumiu com mestria, a coordenação/execução da referida obra. Dada a sua dimensão, executou uma tarefa de alta responsabilidade,
José Maria Rosa Monteiro: Clarinetista executante, medalha de ouro, permaneceu na sua amada banda mais de 50 anos ao longo dos quais integrou por diversas vezes, os Corpos Sociais. Quase em "final de carreira", presidiu à Direcção da SRMA, durante 2 mandatos consecutivos. Com entrega exemplar, dedicou-se a esta tarefa com paixão e espírito de sacrifício, conquistando assim um merecido carinho e respeito de toda a comunidade envolvente. Ao longo deste período, mercê da sua dinâmica, levou a Filarmónica a França e aos Açores, iniciou o projecto de restauração da cozinha e do bar e adquiriu um novo fardamento para os músicos Desempenhou, durante longo tempo a tarefa de cobrador das quotas junto dos sócios. Sinto-me privilegiado por ter partilhado com o José Maria, enquanto presidente da A-G, todo este processo.
Augusto Mouzinho Velez: figura marcante na vida da Filarmónica de Alegrete como músico, formador e dinamizador. Excelente executante em Requinta, dedicou-se intensamente à formação de novos músicos. Foram muitos os jovens que o Augusto formou para a Banda e a quem soube transmitir a paixão pela arte dos sons.Em parceria com outro Augusto – o Vintém – fundou o histórico Grupo ORFF que envolveu algumas dezenas de jovens/crianças. Deste grupo sairiam alguns futuros músicos para a Filarmónica.
O Augusto nutria uma paixão imensa pelos teclados em especial pelo acordeão, com o qual abrilhantou um sem número de eventos: bailes, casamentos, batizados …Passou a paixão pela música a dois dos seus filhos, um dos quais, o Armindo, ainda hoje é profissional no mundo da música.
Ao Fernando, desejo que se mantenha entre nós por longos anos.
Ao José Maria e ao Augusto peço que onde quer que se encontrem, lá bem no alto, continuem a iluminar os caminhos da Filarmónica que em vida tanto amaram …Aos três dedico esta cónica: para que não os esqueçamos;
Para que o seu exemplo de dedicação e amor à Filarmónica de Alegrete possa servir de incentivo aos actuais e futuros participantes.
Hoje como ontem a nossa Filarmónica só sobreviverá com DEDICAÇÃO, AMOR E ESPÍRITO DE SACRIFÍCIO DE TODOS! Unidos temos muito mais força!!!
Legenda da foto abaixo ( ver da esquerda para a direita )
Filarmónica de Alegrete –1963
Última fila: Augusto Mouzinho Velez, José Augusto Delicado, Joaquim Caldeira Dinis, Francisco Correia Frazão, António Joaquim Vaz, … José Joaquim Rodrigues, Mário ceia Alexandre
Fila do meio: Armindo Pires Parente, José Maria Monteiro, João Pires Serrote, Domingos Solano Parente, Benvindo Velez Anacleto, António Carrapiço Monteiro, Franklim Pires Serrote, José Domingos Martins, José Monteiro, …, Fernando Velez Grave, José Maria Paixão, Manuel Rodrigues
Sentados: Manuel Vieira Trindade, Manuel Joaquim Pires, Luís Parente Pires, Carlos Franco ( maestro), Joaquim Pacheco Correia, Manuel Joaquim da Silva, Manuel Delicado
