Dormir bem é tão importante para a saúde como ter uma alimentação equilibrada e praticar exercício físico.
No entanto, muitas pessoas vivem durante anos com dificuldades em dormir e acabam por encarar isso como algo normal, sobretudo com o avançar da idade. Embora algumas alterações do sono sejam mais frequentes nos idosos, dormir mal não deve ser visto como uma consequência inevitável do envelhecimento.
Porque é que o sono é tão importante?
Enquanto dormimos, o organismo continua a trabalhar. O sono é essencial para:
Recuperar energias;
Consolidar a memória;
Regular o humor;
Fortalecer o sistema imunitário;
Proteger a saúde do coração e do cérebro.
Quando o sono é insuficiente ou de má qualidade, os efeitos podem sentir-se ao longo de todo o dia.
Que sinais podem indicar um problema?
É importante estar atento se surgirem:
Dificuldade em adormecer;
Despertares frequentes durante a noite;
Acordar muito cedo sem conseguir voltar a dormir;
Sensação de acordar cansado, como se não tivesse descansado;
Sonolência excessiva durante o dia;
Cansaço persistente;
Irritabilidade ou dificuldade de concentração.
Porque dormimos pior?
As causas podem ser muito variadas, incluindo:
Stress, preocupações ou ansiedade;
Dor crónica;
Consumo excessivo de café ou outras bebidas estimulantes;
Uso de telemóvel, televisão ou outros ecrãs antes de dormir;
Alguns medicamentos;
Horários de sono irregulares;
Consumo de álcool ao final do dia.
Em alguns casos, o problema pode também estar relacionado com doenças específicas do sono.
E o ressonar?
Nem todo o ressonar é preocupante. No entanto, quando é intenso e acompanhado por pausas na respiração durante o sono, pode ser sinal de apneia do sono. Alguns sinais que devem chamar a atenção incluem:
Ressonar alto e frequente;
Pausas respiratórias observadas por familiares;
Sono agitado;
Acordar com sensação de falta de ar;
Sonolência excessiva durante o dia;
Dor de cabeça ao acordar.
Estes sinais podem estar associados a uma doença frequente chamada apneia do sono. Quando não é tratada, pode aumentar o risco de hipertensão arterial, AVC e doenças cardíacas.
O que podemos fazer para dormir melhor?
Pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença:
Manter horários regulares para deitar e acordar;
Evitar café, chá preto, bebidas energéticas e álcool ao final do dia;
Evitar refeições pesadas à noite;
Reduzir o uso de telemóveis, televisão e outros ecrãs antes de dormir;
Manter o quarto confortável, escuro e silencioso;
Praticar atividade física regularmente, evitando exercício intenso perto da hora de deitar.
E os comprimidos para dormir?
Os medicamentos para dormir podem ser úteis em algumas situações e durante períodos limitados. No entanto, o uso prolongado pode estar associado a efeitos adversos como:
Habituação ou dependência;
Maior risco de quedas, sobretudo nas pessoas mais velhas;
Alterações da memória;
Sonolência durante o dia.
Por isso, não devem ser iniciados nem mantidos sem acompanhamento médico. Além disso, nem sempre resolvem a causa do problema.
Quando procurar ajuda médica?
É aconselhável procurar avaliação médica quando:
As dificuldades de sono persistem durante várias semanas;
Existe sonolência excessiva durante o dia;
O ressonar é intenso ou há pausas respiratórias durante o sono;
O sono interfere com as atividades do dia a dia;
Há necessidade frequente de recorrer a medicamentos para dormir.
MENSAGEM FINAL
Dormir mal não deve ser ignorado nem encarado como algo normal da idade. Cuidar do sono é cuidar da saúde do coração, do cérebro, da memória e do bem-estar geral.
"Conversas sobre Saúde"
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