SÍNTESE DOS COMENTÁRIOS SEMANAIS NA PÁGINA

Síntese 6 (16 a 22 de junho de 2026)

NOTÁVEL VILA DE ALEGRETE

(Síntese dos comentários publicados entre 16 e 22 de junho de 2026)

CANTOS E RECANTOS DE ALEGRETE de Lena Trindade, publicado em 16/06/2026

Cremilde Maria Monteiro Todos os cantos em Alegrete têm o seu encanto

Céu Ceia Lindo!

Maria José Neves Maravilhoso

Francisco Pacheco Lena Trindade estou a gostar muito das fotos que está a publicar na nossa página. Parabéns e muito obrigado. Pode continuar a enriquecer visualmente este espaço coletivo. E pode e deve usar esse nome feliz que encontrou "Cantos e recantos de Alegrete" para esta sua crónica visual.

Lena Trindade Obrigada, Prof Francisco.

Céu Ceia Francisco Pacheco Também gosto muito!

Luisa Vaz Tavares Cantos e Recantos, sempre encantadores!

DANÇA DAS CIGANAS publicado por Francisco Pacheco em 17/06/2026

Céu Ceia

Luis Pacheco Eu enviei um vídeo há dois dias, que já não faz sentido, por achar que as danças ciganas estão numa fase avançada com os ensaios. O video deve ter sido feito há bastante tempo, nem tem sequer imagem. Mas achei as quadras, referentes à Senhora da Alegria muito interessantes, bem como a música. Trata _ se de um vídeo passado na RTP play ,o episódio n.o 40 do programa Mil e Uma Noites, passado em 24 de Fevereiro de 2024. Duas raparigas, Luisianha e Ivone Moura, fizeram a recolha das danças ciganas de Alegrete. Mais nada sei sobre elas. Agora, peço que não percam tempo com esse vídeo, pois estais em bom caminho e com gente deveras participativa. No dia 15 de Agosto, estarei aí em pensamento, em sintonia convosco. Abraço, Rita Pacheco

Zezinha Balola Alegrete tem muito potencial !...

Francisco Pacheco Zezinha Balola o problema é por vezes as entropias que têm que ser vencidas para que deixe de ser apenas potencial...

Zezinha Balola Verdade,a estagnação é viciante!

Conversas Ao Serão - O Tempo da Moda - Alfaiates, Costureiras e Modistas de Alegrete

Publicado por Luísa Vaz Tavares em 17/06/2026

Maria Ana Bruno Eu aprendi no pai da Céu tive lá muito tempo depois quando ele fechou fui trabalhar para o senhor santos fazia calças i casacos ele fechou trabalhar em casa depois vim para Lisboa aqui já fazia mais calças coletes casacos jaquetas i muito mais até a reforma mas ainda dou o meus pontos para uma loja de comércio foi assim a minha vida Nuisinha beijinhos

Céu Ceia Maria Ana Bruno Minha amiga já passaram, muitos anos há " 60" que essa casa fechou!Muita gente, por lá passou !...Óbviamente, que tenho essas memórias!... Por motivos pessoais, eu não vou comentar mais nada! Beijinho amiga

Luisa Vaz Tavares Maria Ana Bruno , muito obrigada pelo testemunho. O pai da Céu é um dos que a memória coletiva de Alegrete ainda guarda, e Mestre Santos também. Beijinhos

Céu Ceia Luisa Vaz Tavares Acredito que sim!.. Luisinha beijinho

Maria Ana Bruno Céu Ceia Saudades amiga dese tempo beijinhos

Céu Ceia Maria Ana Bruno Verdade! Eu também, tenho muitas saudades! Cresci e vivi, num ambiente "saudável " onde todas/os eram amigas/os! E guardo no meu coração, essas pessoas!.. Beijinho minha amiga!

Maria Ana Bruno Céu quem é Rita parente que diz que andou na tua casa não me lembro

Francisca Gaio EU sou do tempo em que me deslocava do campo e vinha a pé mandar fazer as roupas ao alfaiate . O sr José Maria tínhamos atendimento personalizado, desde a escolha dos tecidos até à escolha do feitio das roupas São boas memórias, os tempos mudaram nós também fomos acompanhando a evolução . Parabéns pelo tema escolhido,pois a nossa freguesia, tem muita cultura para relembrar.

Luisa Vaz Tavares Francisca Gaio , é verdade, a nossa freguesia tem um património muito rico, em várias áreas, que faz falta preservar para memória futura.

Jesus Figueira Era pequena lembro me de ir com a minha mãe mandar fazer as calças para os meus irmãos, para mim era a Otília fazia me os vestidos, e a Tide a mulher do Zé do Pata fazia me os casaquinhos de malha? Ainda me lembro do azul do casaquinho quando fui fazer o exame da 4. Classe , e com o vestido cor de rosa, com bordado inglês que me fez a Otília saúdades

Luis Pacheco Lembro _ me bem dos três alfaiates referidos. Mas acrescento também o meu testemunho _ fui aprendiz de costureira na loja da Menina Helena Marvanejo, de que falei quando referi as funções que havia na rua Direita. Foi a seguir ao quinto ano do liceu, que pedi para ser aprendiz. Já era cliente e amiga da Menina Helena, que foi minha madrinha do Crisma. Apenas fiz três meses de aprendizagem, correspondentes às férias grandes. Mas saí a saber coser à máquina, entre outras coisas. Fiz bom uso dos conhecimentos, uma vez que fiz saias à minha filha quando ela era pequenina. Comprei para isso, uma máquina eléctrica da Singer. Que lindas recordações eu tenho de Alegrete! Rita Pacheco

Luisa Vaz Tavares Luis Pacheco , ainda me lembro da menina Helena na Rua Direita, mas lembro-me melhor dela no bairro novo.

Luis Pacheco Luisa Vaz Tavares , sim depois mudou. Eu estou mais ligada à época em que estudava em Portalegre, ia quase todos os fins de semana a Alegrete. Depois que fui estudar para Lisboa, só ia nas férias do Natal, Páscoa e férias grandes. Estou a gostar muito de recordar a minha terra e as suas gentes, nas quais me incluo. Um abraço, Rita Pacheco

Nazaré Caldeira Costureiras haviam muitas, mas existiram duas de que me lembro com muito carinho, a vizinha Nazaré e a vizinha Izelia, que eram irmãs. Moravam na rua Direita da Vila .A vizinha Nazaré começou primeiro, muitas aprendizes passaram pela sua casa, entre elas a D. Arlinda ,que vinha todos os dias dos Montarecos a pé.Passados uns anos foi para Lisboa tentar uma vida melhor e em seu lugar ficou a sua irmã Izelia. Também eu fui aprendiz na sua " loja". Por esta altura começaram a usar-se os favos de mel e rufos na roupa das jovens e crianças e como eram pontos muito morosos , por serem completamente feitos à mão e eu lhe apanhei o jeito essa tarefa era minha, ficava tão feliz quando acabava uma obra.Isto por volta 1973/74. Infelizmente já não se encontram entre nós mas vou sempre lembrar-me das costureiras da minha rua .

Luisa Vaz Tavares Nazaré Caldeira , a Menina Izelia ainda me fez alguns vestidinhos.

Susana Dinis Nazaré Caldeira e a menina Helena Marvanejo, nao era tambem costureira? Mãe, Benedita Dinis aprendeste costura com quem? Diz que fazias vestidos de noiva e que os fizeste para muitas das tuas primas!!!

Jesus Figueira Nazaré Caldeira também a prima Izelia fazia há minha irmã mais velha, a mim já me fez pouca , como vim para cá, e a Otília já morava cá em Portalegre aí fez me muita roupa ....

Nazaré Caldeira Dos alfaiates lembro-me do Sr. Xana, do Sr Santos, mas o que mais memórias me deixou foi o Sr. Zé Maria, um profissional de mão cheia, lembro-me de ouvir dizer que ninguém trabalhava a bombazina como ele.

Maria Avelina Mota Quando eu era garota e ia passar as férias a casa, da minha bisavó lembro-me do alfaiate sr. Santos. Tinha a alfaiataria em frente á mercearia da sra. Maria Antonia. Eram bons tempos.

Susete Rodrigues Lembro-me da minha avó Maria, para nós a avó Bia (mãe da minha tia Tide). Cada vez que comprávamos roupa, eu ou a minha mãe, íamos sempre a avó Bia para ela dar um jeito! Fica sempre melhor no corpo. Lembro-me de ela fazer um vestido de noiva e estar na cama dela. O meu pai dizia que gostava muito de ir levar as encomendas às senhoras porque lhe davam uns tostões. Do trabalho dela guardo uma toalha de mesa toda bordada que deu a cada uma das netas (e já me quiserem comprar a toalha), e um fato de carnaval de sevilhana perfeito! Mesmo lindo! Feito pelas mãos delas numa altura em que não havia fatos de carnaval em qualquer lado. Gostava de ter aprendido costura, tenho muita curiosidade por essa área…

Luisa Vaz Tavares A minha avó dizia que os rapazes do tempo dela vinham de São Julião a Alegrete mandar fazer os fatos ao Senhor Fonseca, pai da Menina Ana Rita.

Rita Parente Também eu andei na costura, no Chana , no santos na Hotilia do resga Maria Parente. Aprendi e fiz de tudo. Calças , coletes , casacos, capotes , samarras, bonés ,vestidos, saias e blusas. Foram belos tempos.

Inês Quitino Belas recordações que ficam

Francisco Pacheco Hoje os meus préstimos não são muitos. Conheci muito bem o Sr. José Maria Monteiro. Para além da vizinhança da casa dos meus avós, era tio de um funcionário da farmácia da minha avó e depois da minha mãe. Sempre ligado também à SRMA, certo? Recordo como um bom homem.

Carla Dias mê primo

Madalena Monteiro Recordar é viver,ao ler tudo isto, estou a recordar o que Alegrete tinha,e que hoje já nada tem,é pena,os tempos mudaram, as pessoas que tinham estas artes já partiram,e hoje vive-se mais de lembranças, mas enquanto recordamos já é bom,é sinal que a cabeça está ocupada,beijinhos

A Panela Ao Lume… - Doces de Leite - Da tradição de Santo António ao depósito do Senhor Furriel publicado por Luísa Vaz Tavares em 18/06/2026

Emilia Costa É mesmo assim que faço o arroz doce, como a minha mãe fazia. Ainda fui pelo Santo António com uma bilha " pedir" o leite aos agricultores que tinham vacas, cabras ou ovelhas. Depois a minha mãe fazia o arroz doce. Ouvia falar no " quartilho" e " meio quartilho" de leite. Parabéns Luísa por nos lembrar e ajudar a que não sejam esquecidos rituais com talvez sessenta anos que foram desaparecendo!

Luisa Vaz Tavares Emilia Costa , sim, esta é uma receita muito antiga, que me foi ensinada por uma das grandes cozinheiras de Alegrete: a Senhora Ana Pequenina. Também tenho memória do "quartilho" e do "meio quartilho", era uma medida de esmalte. Lembro-me em casa dos meus avós.

Francisco E Encarnação Velez Coisas de outros tempos,recordações de uma vida, e é verdade, somente recordações (e pouco mais).

Luisa Vaz Tavares Francisco E Encarnação Velez , recordações que são o nosso património a preservar.

Filomena Magalhães E o arroz está cru ,está cru deixá-lo cozer...

Luisa Vaz Tavares Filomena Magalhães

A mim não me enganas tu

A mim não me enganas tu

A mim não me enganas tu

A panela ao lume

O arroz está cru

Está cru deixá-lo cozer

Está cru deixá-lo cozer

Está cru deixá-lo cozer

Dizem mal de mim deixá-lo dizer

Filomena Magalhães Luisa Vaz Tavares hahahaha é mesmo assim.

Céu Ceia O arroz doce , que a minha mãe fazia eu também sei fazer, não leva água. O arroz é cozido em leite, vai se mexendo adicionando leite até estar cozido.Por fim junta se o açúcar. A casca da laranja e o pau de canela é colocado no leite, no início. Quando o leite vai ao lume. É delicioso!Muito cremoso...

Lena Trindade A minha avó Jacinta fazia um arroz doce divinal, demorava tempos e tempos a mexer, para ficar cremoso.

Luisa Vaz Tavares Lena Trindade , as nossas avós tinham muito mais paciência.

Céu Ceia Lena Trindade Acredito que sim! A minha mãe também demorava muito tempo a fazer...A receita da tia Jacinta devia ser parecida!

Lena Trindade Céu Ceia elas faziam as coisas com outro "amor"

Céu Ceia Lena Trindade Verdade Leninha .

Francisca Gaio Lena Trindade a minha avó também ficava horas a mexer o arroz ,mas ainda hoje me lembro do sabor ,era divinal .

Céu Ceia O meu arroz doce fica assim cremoso...Mas demora muito tempo a fazer! O da minha mãe era melhor !.. (FOTO1)

Céu Ceia O pudim de ovos e o leite creme, feito c/ um bom leite, também são doces deliciosos...

Germana Correia O arroz doce com leite de cabra .muito bom e bom recordar um beijo Luisa

Francisco Pacheco Aqui na ribeira de Arronches, zona em que, há muitos anos atrás, todas as quintas tinham as suas vaquinhas de leite. Entre outras coisas ajudavam a manter a ribeira de Arronches limpa. O incremento das vacas leiteiras esteve muito relacionado com o surgimento da SERRALEITE. O depósito onde de burro se iam levar as quartas, funcionava na Carmina em Vale de Cavalos. Aqui no Monte da Quinta era o meu saudoso João Grilo que das vacas tratava e o leite levava ao dito depósito, vindo depois a camioneta da Serraleite buscar. Claro que a Carmina e também o Sapata, com as suas tascas, aproveitavam estes momentos para vender mais uns copitos. Os produtores maiores, como o Pego Redondo, onde foi instalada a primeira ordenha mecânica da freguesia, por iniciativa do meu tio "Sapec" a camioneta ia diretamente fazer a recolha. Em Portalegre, e antes dos célebres pacotes triangulares, o leite era empacotado em plástico com curto período de conservação e distribuídos pelas célebres lambretas com caixa isotérmica atrás. (FOTO 2)

Luisa Vaz Tavares Francisco Pacheco Em Soverete também era assim, o meu tio, irmão do meu pai, no início ordenhava à mão e ia levar o leite ao depósito que era na casa da Ti Estrela e do Ti João, um casal que morava mesmo à entrada de Soverete. Levava as bilhas num carrinho de mão, já que era perto. Mais tarde, já com ordenha mecânica e mais produção, a camioneta da Serraleite ia lá mesmo à porta. Em Alegrete, os tais pacotes de leite em plástico e de pouca duração ficavam todos os dias na loja da senhora Antónia do Floriano, onde os clientes iam depois buscá-los. Mas o depósito do senhor Furriel foi anterior a isto tudo e de certa forma foi inovador. Para que as vendedoras de leite, porque eram principalmente as mulheres que o faziam, não andassem de porta em porta, ele criou um espaço onde os produtores deixavam o leite pela manhã e onde depois as pessoas iam comprar durante o dia.Na foto que ilustra esta publicação, está o senhor "Arranha" e a esposa a pastorear o gado na ribeira da Fonte Em Baixo. Cá está o manter a ribeira limpa.

Luisa Frazao Eu bem me parecia pelo o modo do corpo que era o Manuel Arranha.

Luisa Frazao Mas a vaca deve ser do Manuel do Henrique, porque o Manuel Arranha está na parte de cima que era o horta que o meu pai também lá tinha um bocado de horta em frente á fonte.

Luisa Frazao Têm um balde ao pé que era para ir á ribeira buscar água esta foto já era do meu tempo.

Luisa Vaz Tavares Luisa Frazao , sim!

Luisa Frazao Luísa ele nunca teve vacas essas vacas eram do Manuel do Henrique.Desculpa estar a emendar esse erro. Mas isso é tudo já do meu tempo.

Subo, depois do Pego do Inferno…

Crónica de Abílio Amiguinho, publicada em 19/06/2026

Luisa Vaz Tavares Mais uma excelente crónica, que nos leva ao tempo dos tão falados moinhos da ribeira de Arronches. Contou-me um dos filhos do Coita que o moinho deles trabalhava maioritariamente de noite, que era quando o fluxo de água era maior, por causa das regas durante o dia, e eles também tinham a padaria, que foi uma das mais inovadoras, à época, com a venda de pão ao domicílio, numa carroça. Mas eu também conheço como ribeira de Arronches o vale Lourenço e essa tem logo ali nos Montarecos, o que resta de um moinho que era dos Carrapiços. Parabéns, Professor Abílio Amiguinho, pela belíssima descrição de uma paisagem ainda hoje falada!

Abílio Amiguinho Luisa Vaz Tavares obrigado. Claro que há muita informação por recolher. É preciso ir a tempo para que ela não se perca.

Luisa Vaz Tavares Abílio Amiguinho ainda me lembro do senhor Zôpa, no início dos anos oitenta, ia todos os dias de manhã, de burro, lá para o local onde tinha o moinho (não sei se este ainda funcionava) e à tarde lá voltava ele para a vila, novamente no seu burrinho.

Céu Ceia Excelente CRÓNICA!

Abílio Amiguinho Céu Ceia obrigado

Francisco Pacheco Obrigado Amiguinho, hoje andaste pelas minhas raízes.

Abílio Amiguinho Francisco Pacheco de nada.

Manuel Felix Um grande trabalho! Excelente!

Abílio Amiguinho Manuel Felix obrigado

Armandina Pires Havia mais moinhos pela ribeira acima, um no monte do brejo.pelo menos mais 2 por baixo do brejo 1 pertenceu ao sr. João Pedra-alta ,por cima o do sr. francisco Carrapiço e mesmo junto a esse outro que não sei de quem era porque nunca me lembro dele a funcionar, e o mais impotante para mim porque me criei lá, o do moinho de baixo, que é por baixo do moinho do sr. Francisco Carrapiço. Que também já não funcionava nessa altura.

Abílio Amiguinho Armandina Pires ainda não acabei de subir a Ribeira. Tenho mais referências e as que squi faz sao muito interessantes e também gostaria de saber mais. Temos de juntar tudo o que se sabe ainda.

Francisco Pacheco O problema é o estado em que está a ribeira de Arronches, principalmente em certas partes do percurso, pois uma iniciativa interessante seria mapear todos esses locais onde ainda há memória da existência de moinhos na ribeira de Arronches, e se possível traçar a Rota do Moinhos.

Francisco Pacheco No caso do Moinho da Quinta, aqui referido pelo professor Abílio Amiguinho, foi posteriormente, através do engenho do mestre Solas (pai do proprietário do único moinho ainda a funcionar) e a persistência do meu pai, mais tarde transformado em mini-hidroéletrica que, para regozijo de todos quantos habitavam o Monte da Quinta, passaram a ter energia elétrica muito antes de de toda esta zona. Nós e o Solas claro, pois no caso dele, através de um sistema ainda mais sofisticado, produzia eletricidade e punha o moinho a trabalhar. Se tiver oportunidade, engenho e ajudas ainda gostaria de repor esta mini-hídrica, pois parte dos materiais ainda detenho. Quem sabe, porque tem casas adjacentes, transformando o espaço agora abandonado, num centro interpretativo da ribeira de Arronches, nas suas múltiplas componentes. A ideia fica lançada, os materiais e o espaço também... Haja quem queira.

Abílio Amiguinho Francisco Pacheco Oxalá.

Armandina Pires Francisco Pacheco no moinho do brejo hoje propriedade do sr.Frontino Raimundo também tinham essa mini-hidroelétrica, provavelmente não estará a funcionar porque não mora lá ninguém, só o proprietário poderá dizer.

Francisco Pacheco Armandina Pires Se calhar teve a mesma origem aqui da nossa. O mestre Solas espalhou o seu engenho aqui pela ribeira de Arronches. Gostava muito de saber se essa ainda está montada, porque aqui a nossa foi desmontada e embora tendo grande parte das peças, incluindo o gerador, precisava de ver uma que ainda estivesse montada.

Armandina Pires Francisco Pacheco vou tentar saber.

Zezinha Balola Uma excelente descrição, nao fazia ideia da quantidade de moinhos na zona.Obrigada.

Abílio Amiguinho Zezinha Balola de nada

Francisco Pacheco Zezinha Balola Afinal parece que sempre faz falta um GRUPO DE INTERVENÇÃO PATRIMONIAL.

Zezinha Balola Pois faz Prof Francisco,por isso é que!......

Sérgio Palma Professor Abílio Amiguinho se li bem, só uma correção: o Manuel "Resga", meu avô, era pai do meu tio Joaquim Mouquinho e não irmão.

Abílio Amiguinho Sérgio Palma obrigado, mais uma vez. Farei a correção. Abraço

Sérgio Palma Abílio Amiguinho não precisa agradecer. É um prazer poder ajudar.

Francisco Pacheco Abílio Amiguinho pelo que aqui estamos a ler, parece-me que continuamos a ter trabalho pela frente, e não te queixes, a culpa foi tua.

Carmo Serrote Uma excelente narrativa da vida e envolventes da ribeira de Arronches Apesar de não ser de cá, com crónicas como esta, quase já conheço tudo Obrigado Prof Amiguinho Contudo partilho consigo o valor e força educativa dos projetos do nosso ICE que terminou O ECO e posteriormente as Escolas Rurais, Do Longe Fazer Perto do qual fui coordenadora durante uns anos, foram grandes mais valias para as escolas isoladas do Alentejo. Acompanhei de perto escolas de Santiago do Cacem, e Alcácer do Sal Quantas recordações dessas escolinhas, quanta qualidade pedagógica daqueles professores, quanta inovação naqueles processos e caminhadas educativas O nosso querido Ruy D'Epines onde estiver está feliz

Abílio Amiguinho Carmo Serrote é verdade. Ainda hoje falámos sobre isso na breve conversa que tivemos. Fiquei por feliz por vos ver. Pese embora a circunstância. Abraço

Abílio Amiguinho Carmo Serrote é verdade. Ainda hoje falámos sobre isso na breve conversa que tivemos. Fiquei por feliz por vos ver. Pese embora a circunstância. Abraço

Luis Pacheco Felicito-o pelo trabalho que partilhou nesta página. Tem muito valor geográfico, quer físico quer humano. Evoca a história da região, outrora com mais vida, como tantas regiões rurais do nosso país. A grande riqueza de detalhes, leva-nos a viajar mentalmente, no tempo e no espaço. Despertou a memória do meu marido, que por aí andou em criança. O moinho dos Cubos, pertenceu a uma tia materna do meu marido. São estudos úteis, que ficam para outras gerações. Obrigada pelo excelente trabalho. Com os meus cumprimentos, Rita Pacheco

A Panela Ao Lume… - Doces de Leite - Da tradição de Santo António ao depósito do Senhor Furriel publicado por Luísa Vaz Tavares em 18/06/2026

Emilia Costa É mesmo assim que faço o arroz doce, como a minha mãe fazia. Ainda fui pelo Santo António com uma bilha " pedir" o leite aos agricultores que tinham vacas, cabras ou ovelhas. Depois a minha mãe fazia o arroz doce. Ouvia falar no " quartilho" e " meio quartilho" de leite. Parabéns Luísa por nos lembrar e ajudar a que não sejam esquecidos rituais com talvez sessenta anos que foram desaparecendo!

Luisa Vaz Tavares Emilia Costa , sim, esta é uma receita muito antiga, que me foi ensinada por uma das grandes cozinheiras de Alegrete: a Senhora Ana Pequenina. Também tenho memória do "quartilho" e do "meio quartilho", era uma medida de esmalte. Lembro-me em casa dos meus avós.

Francisco E Encarnação Velez Coisas de outros tempos,recordações de uma vida, e é verdade, somente recordações (e pouco mais).

Luisa Vaz Tavares Francisco E Encarnação Velez , recordações que são o nosso património a preservar.

Filomena Magalhães E o arroz está cru ,está cru deixá-lo cozer...

Luisa Vaz Tavares Filomena Magalhães

A mim não me enganas tu

A mim não me enganas tu

A mim não me enganas tu

A panela ao lume

O arroz está cru

Está cru deixá-lo cozer

Está cru deixá-lo cozer

Está cru deixá-lo cozer

Dizem mal de mim deixá-lo dizer

Filomena Magalhães Luisa Vaz Tavares hahahaha é mesmo assim.

Céu Ceia O arroz doce , que a minha mãe fazia eu também sei fazer, não leva água. O arroz é cozido em leite, vai se mexendo adicionando leite até estar cozido.Por fim junta se o açúcar. A casca da laranja e o pau de canela é colocado no leite, no início. Quando o leite vai ao lume. É delicioso!Muito cremoso...

Lena Trindade A minha avó Jacinta fazia um arroz doce divinal, demorava tempos e tempos a mexer, para ficar cremoso.

Luisa Vaz Tavares Lena Trindade , as nossas avós tinham muito mais paciência.

Céu Ceia Lena Trindade Acredito que sim! A minha mãe também demorava muito tempo a fazer...A receita da tia Jacinta devia ser parecida!

Lena Trindade Céu Ceia elas faziam as coisas com outro "amor"

Céu Ceia Lena Trindade Verdade Leninha .

Francisca Gaio Lena Trindade a minha avó também ficava horas a mexer o arroz ,mas ainda hoje me lembro do sabor ,era divinal .

Céu Ceia O meu arroz doce fica assim cremoso...Mas demora muito tempo a fazer! O da minha mãe era melhor !.. (FOTO1)

Céu Ceia O pudim de ovos e o leite creme, feito c/ um bom leite, também são doces deliciosos...

Germana Correia O arroz doce com leite de cabra .muito bom e bom recordar um beijo Luisa

Francisco Pacheco Aqui na ribeira de Arronches, zona em que, há muitos anos atrás, todas as quintas tinham as suas vaquinhas de leite. Entre outras coisas ajudavam a manter a ribeira de Arronches limpa. O incremento das vacas leiteiras esteve muito relacionado com o surgimento da SERRALEITE. O depósito onde de burro se iam levar as quartas, funcionava na Carmina em Vale de Cavalos. Aqui no Monte da Quinta era o meu saudoso João Grilo que das vacas tratava e o leite levava ao dito depósito, vindo depois a camioneta da Serraleite buscar. Claro que a Carmina e também o Sapata, com as suas tascas, aproveitavam estes momentos para vender mais uns copitos. Os produtores maiores, como o Pego Redondo, onde foi instalada a primeira ordenha mecânica da freguesia, por iniciativa do meu tio "Sapec" a camioneta ia diretamente fazer a recolha. Em Portalegre, e antes dos célebres pacotes triangulares, o leite era empacotado em plástico com curto período de conservação e distribuídos pelas célebres lambretas com caixa isotérmica atrás. (FOTO 2)

Luisa Vaz Tavares Francisco Pacheco Em Soverete também era assim, o meu tio, irmão do meu pai, no início ordenhava à mão e ia levar o leite ao depósito que era na casa da Ti Estrela e do Ti João, um casal que morava mesmo à entrada de Soverete. Levava as bilhas num carrinho de mão, já que era perto. Mais tarde, já com ordenha mecânica e mais produção, a camioneta da Serraleite ia lá mesmo à porta. Em Alegrete, os tais pacotes de leite em plástico e de pouca duração ficavam todos os dias na loja da senhora Antónia do Floriano, onde os clientes iam depois buscá-los. Mas o depósito do senhor Furriel foi anterior a isto tudo e de certa forma foi inovador. Para que as vendedoras de leite, porque eram principalmente as mulheres que o faziam, não andassem de porta em porta, ele criou um espaço onde os produtores deixavam o leite pela manhã e onde depois as pessoas iam comprar durante o dia.Na foto que ilustra esta publicação, está o senhor "Arranha" e a esposa a pastorear o gado na ribeira da Fonte Em Baixo. Cá está o manter a ribeira limpa.

Luisa Frazao Eu bem me parecia pelo o modo do corpo que era o Manuel Arranha.

Luisa Frazao Mas a vaca deve ser do Manuel do Henrique, porque o Manuel Arranha está na parte de cima que era o horta que o meu pai também lá tinha um bocado de horta em frente á fonte.

Luisa Frazao Têm um balde ao pé que era para ir á ribeira buscar água esta foto já era do meu tempo.

Luisa Vaz Tavares Luisa Frazao , sim!

Luisa Frazao Luísa ele nunca teve vacas essas vacas eram do Manuel do Henrique.Desculpa estar a emendar esse erro. Mas isso é tudo já do meu tempo.

Subo, depois do Pego do Inferno…

Crónica de Abílio Amiguinho, publicada em 19/06/2026

Luisa Vaz Tavares Mais uma excelente crónica, que nos leva ao tempo dos tão falados moinhos da ribeira de Arronches. Contou-me um dos filhos do Coita que o moinho deles trabalhava maioritariamente de noite, que era quando o fluxo de água era maior, por causa das regas durante o dia, e eles também tinham a padaria, que foi uma das mais inovadoras, à época, com a venda de pão ao domicílio, numa carroça. Mas eu também conheço como ribeira de Arronches o vale Lourenço e essa tem logo ali nos Montarecos, o que resta de um moinho que era dos Carrapiços. Parabéns, Professor Abílio Amiguinho, pela belíssima descrição de uma paisagem ainda hoje falada!

Abílio Amiguinho Luisa Vaz Tavares obrigado. Claro que há muita informação por recolher. É preciso ir a tempo para que ela não se perca.

Luisa Vaz Tavares Abílio Amiguinho ainda me lembro do senhor Zôpa, no início dos anos oitenta, ia todos os dias de manhã, de burro, lá para o local onde tinha o moinho (não sei se este ainda funcionava) e à tarde lá voltava ele para a vila, novamente no seu burrinho.

Céu Ceia Excelente CRÓNICA!

Abílio Amiguinho Céu Ceia obrigado

Francisco Pacheco Obrigado Amiguinho, hoje andaste pelas minhas raízes.

Abílio Amiguinho Francisco Pacheco de nada.

Manuel Felix Um grande trabalho! Excelente!

Abílio Amiguinho Manuel Felix obrigado

Armandina Pires Havia mais moinhos pela ribeira acima, um no monte do brejo.pelo menos mais 2 por baixo do brejo 1 pertenceu ao sr. João Pedra-alta ,por cima o do sr. francisco Carrapiço e mesmo junto a esse outro que não sei de quem era porque nunca me lembro dele a funcionar, e o mais impotante para mim porque me criei lá, o do moinho de baixo, que é por baixo do moinho do sr. Francisco Carrapiço. Que também já não funcionava nessa altura.

Abílio Amiguinho Armandina Pires ainda não acabei de subir a Ribeira. Tenho mais referências e as que squi faz sao muito interessantes e também gostaria de saber mais. Temos de juntar tudo o que se sabe ainda.

Francisco Pacheco O problema é o estado em que está a ribeira de Arronches, principalmente em certas partes do percurso, pois uma iniciativa interessante seria mapear todos esses locais onde ainda há memória da existência de moinhos na ribeira de Arronches, e se possível traçar a Rota do Moinhos.

Francisco Pacheco No caso do Moinho da Quinta, aqui referido pelo professor Abílio Amiguinho, foi posteriormente, através do engenho do mestre Solas (pai do proprietário do único moinho ainda a funcionar) e a persistência do meu pai, mais tarde transformado em mini-hidroéletrica que, para regozijo de todos quantos habitavam o Monte da Quinta, passaram a ter energia elétrica muito antes de de toda esta zona. Nós e o Solas claro, pois no caso dele, através de um sistema ainda mais sofisticado, produzia eletricidade e punha o moinho a trabalhar. Se tiver oportunidade, engenho e ajudas ainda gostaria de repor esta mini-hídrica, pois parte dos materiais ainda detenho. Quem sabe, porque tem casas adjacentes, transformando o espaço agora abandonado, num centro interpretativo da ribeira de Arronches, nas suas múltiplas componentes. A ideia fica lançada, os materiais e o espaço também... Haja quem queira.

Abílio Amiguinho Francisco Pacheco Oxalá.

Armandina Pires Francisco Pacheco no moinho do brejo hoje propriedade do sr.Frontino Raimundo também tinham essa mini-hidroelétrica, provavelmente não estará a funcionar porque não mora lá ninguém, só o proprietário poderá dizer.

Francisco Pacheco Armandina Pires Se calhar teve a mesma origem aqui da nossa. O mestre Solas espalhou o seu engenho aqui pela ribeira de Arronches. Gostava muito de saber se essa ainda está montada, porque aqui a nossa foi desmontada e embora tendo grande parte das peças, incluindo o gerador, precisava de ver uma que ainda estivesse montada.

Armandina Pires Francisco Pacheco vou tentar saber.

Zezinha Balola Uma excelente descrição, nao fazia ideia da quantidade de moinhos na zona.Obrigada.

Abílio Amiguinho Zezinha Balola de nada

Francisco Pacheco Zezinha Balola Afinal parece que sempre faz falta um GRUPO DE INTERVENÇÃO PATRIMONIAL.

Zezinha Balola Pois faz Prof Francisco,por isso é que!......

Sérgio Palma Professor Abílio Amiguinho se li bem, só uma correção: o Manuel "Resga", meu avô, era pai do meu tio Joaquim Mouquinho e não irmão.

Abílio Amiguinho Sérgio Palma obrigado, mais uma vez. Farei a correção. Abraço

Sérgio Palma Abílio Amiguinho não precisa agradecer. É um prazer poder ajudar.

Francisco Pacheco Abílio Amiguinho pelo que aqui estamos a ler, parece-me que continuamos a ter trabalho pela frente, e não te queixes, a culpa foi tua.

Carmo Serrote Uma excelente narrativa da vida e envolventes da ribeira de Arronches Apesar de não ser de cá, com crónicas como esta, quase já conheço tudo Obrigado Prof Amiguinho Contudo partilho consigo o valor e força educativa dos projetos do nosso ICE que terminou O ECO e posteriormente as Escolas Rurais, Do Longe Fazer Perto do qual fui coordenadora durante uns anos, foram grandes mais valias para as escolas isoladas do Alentejo. Acompanhei de perto escolas de Santiago do Cacem, e Alcácer do Sal Quantas recordações dessas escolinhas, quanta qualidade pedagógica daqueles professores, quanta inovação naqueles processos e caminhadas educativas O nosso querido Ruy D'Epines onde estiver está feliz

Abílio Amiguinho Carmo Serrote é verdade. Ainda hoje falámos sobre isso na breve conversa que tivemos. Fiquei por feliz por vos ver. Pese embora a circunstância. Abraço

Abílio Amiguinho Carmo Serrote é verdade. Ainda hoje falámos sobre isso na breve conversa que tivemos. Fiquei por feliz por vos ver. Pese embora a circunstância. Abraço

Luis Pacheco Felicito-o pelo trabalho que partilhou nesta página. Tem muito valor geográfico, quer físico quer humano. Evoca a história da região, outrora com mais vida, como tantas regiões rurais do nosso país. A grande riqueza de detalhes, leva-nos a viajar mentalmente, no tempo e no espaço. Despertou a memória do meu marido, que por aí andou em criança. O moinho dos Cubos, pertenceu a uma tia materna do meu marido. São estudos úteis, que ficam para outras gerações. Obrigada pelo excelente trabalho. Com os meus cumprimentos, Rita Pacheco

A Panela Ao Lume… - Doces de Leite - Da tradição de Santo António ao depósito do Senhor Furriel publicado por Luísa Vaz Tavares em 18/06/2026

Emilia Costa É mesmo assim que faço o arroz doce, como a minha mãe fazia. Ainda fui pelo Santo António com uma bilha " pedir" o leite aos agricultores que tinham vacas, cabras ou ovelhas. Depois a minha mãe fazia o arroz doce. Ouvia falar no " quartilho" e " meio quartilho" de leite. Parabéns Luísa por nos lembrar e ajudar a que não sejam esquecidos rituais com talvez sessenta anos que foram desaparecendo!

Luisa Vaz Tavares Emilia Costa , sim, esta é uma receita muito antiga, que me foi ensinada por uma das grandes cozinheiras de Alegrete: a Senhora Ana Pequenina. Também tenho memória do "quartilho" e do "meio quartilho", era uma medida de esmalte. Lembro-me em casa dos meus avós.

Francisco E Encarnação Velez Coisas de outros tempos,recordações de uma vida, e é verdade, somente recordações (e pouco mais).

Luisa Vaz Tavares Francisco E Encarnação Velez , recordações que são o nosso património a preservar.

Filomena Magalhães E o arroz está cru ,está cru deixá-lo cozer...

Luisa Vaz Tavares Filomena Magalhães

A mim não me enganas tu

A mim não me enganas tu

A mim não me enganas tu

A panela ao lume

O arroz está cru

Está cru deixá-lo cozer

Está cru deixá-lo cozer

Está cru deixá-lo cozer

Dizem mal de mim deixá-lo dizer

Filomena Magalhães Luisa Vaz Tavares hahahaha é mesmo assim.

Céu Ceia O arroz doce , que a minha mãe fazia eu também sei fazer, não leva água. O arroz é cozido em leite, vai se mexendo adicionando leite até estar cozido.Por fim junta se o açúcar. A casca da laranja e o pau de canela é colocado no leite, no início. Quando o leite vai ao lume. É delicioso!Muito cremoso...

Lena Trindade A minha avó Jacinta fazia um arroz doce divinal, demorava tempos e tempos a mexer, para ficar cremoso.

Luisa Vaz Tavares Lena Trindade , as nossas avós tinham muito mais paciência.

Céu Ceia Lena Trindade Acredito que sim! A minha mãe também demorava muito tempo a fazer...A receita da tia Jacinta devia ser parecida!

Lena Trindade Céu Ceia elas faziam as coisas com outro "amor"

Céu Ceia Lena Trindade Verdade Leninha .

Francisca Gaio Lena Trindade a minha avó também ficava horas a mexer o arroz ,mas ainda hoje me lembro do sabor ,era divinal .

Céu Ceia O meu arroz doce fica assim cremoso...Mas demora muito tempo a fazer! O da minha mãe era melhor !.. (FOTO1)

Céu Ceia O pudim de ovos e o leite creme, feito c/ um bom leite, também são doces deliciosos...

Germana Correia O arroz doce com leite de cabra .muito bom e bom recordar um beijo Luisa

Francisco Pacheco Aqui na ribeira de Arronches, zona em que, há muitos anos atrás, todas as quintas tinham as suas vaquinhas de leite. Entre outras coisas ajudavam a manter a ribeira de Arronches limpa. O incremento das vacas leiteiras esteve muito relacionado com o surgimento da SERRALEITE. O depósito onde de burro se iam levar as quartas, funcionava na Carmina em Vale de Cavalos. Aqui no Monte da Quinta era o meu saudoso João Grilo que das vacas tratava e o leite levava ao dito depósito, vindo depois a camioneta da Serraleite buscar. Claro que a Carmina e também o Sapata, com as suas tascas, aproveitavam estes momentos para vender mais uns copitos. Os produtores maiores, como o Pego Redondo, onde foi instalada a primeira ordenha mecânica da freguesia, por iniciativa do meu tio "Sapec" a camioneta ia diretamente fazer a recolha. Em Portalegre, e antes dos célebres pacotes triangulares, o leite era empacotado em plástico com curto período de conservação e distribuídos pelas célebres lambretas com caixa isotérmica atrás. (FOTO 2)

Luisa Vaz Tavares Francisco Pacheco Em Soverete também era assim, o meu tio, irmão do meu pai, no início ordenhava à mão e ia levar o leite ao depósito que era na casa da Ti Estrela e do Ti João, um casal que morava mesmo à entrada de Soverete. Levava as bilhas num carrinho de mão, já que era perto. Mais tarde, já com ordenha mecânica e mais produção, a camioneta da Serraleite ia lá mesmo à porta. Em Alegrete, os tais pacotes de leite em plástico e de pouca duração ficavam todos os dias na loja da senhora Antónia do Floriano, onde os clientes iam depois buscá-los. Mas o depósito do senhor Furriel foi anterior a isto tudo e de certa forma foi inovador. Para que as vendedoras de leite, porque eram principalmente as mulheres que o faziam, não andassem de porta em porta, ele criou um espaço onde os produtores deixavam o leite pela manhã e onde depois as pessoas iam comprar durante o dia.Na foto que ilustra esta publicação, está o senhor "Arranha" e a esposa a pastorear o gado na ribeira da Fonte Em Baixo. Cá está o manter a ribeira limpa.

Luisa Frazao Eu bem me parecia pelo o modo do corpo que era o Manuel Arranha.

Luisa Frazao Mas a vaca deve ser do Manuel do Henrique, porque o Manuel Arranha está na parte de cima que era o horta que o meu pai também lá tinha um bocado de horta em frente á fonte.

Luisa Frazao Têm um balde ao pé que era para ir á ribeira buscar água esta foto já era do meu tempo.

Luisa Vaz Tavares Luisa Frazao , sim!

Luisa Frazao Luísa ele nunca teve vacas essas vacas eram do Manuel do Henrique.Desculpa estar a emendar esse erro. Mas isso é tudo já do meu tempo.

Subo, depois do Pego do Inferno…

Crónica de Abílio Amiguinho, publicada em 19/06/2026

Luisa Vaz Tavares Mais uma excelente crónica, que nos leva ao tempo dos tão falados moinhos da ribeira de Arronches. Contou-me um dos filhos do Coita que o moinho deles trabalhava maioritariamente de noite, que era quando o fluxo de água era maior, por causa das regas durante o dia, e eles também tinham a padaria, que foi uma das mais inovadoras, à época, com a venda de pão ao domicílio, numa carroça. Mas eu também conheço como ribeira de Arronches o vale Lourenço e essa tem logo ali nos Montarecos, o que resta de um moinho que era dos Carrapiços. Parabéns, Professor Abílio Amiguinho, pela belíssima descrição de uma paisagem ainda hoje falada!

Abílio Amiguinho Luisa Vaz Tavares obrigado. Claro que há muita informação por recolher. É preciso ir a tempo para que ela não se perca.

Luisa Vaz Tavares Abílio Amiguinho ainda me lembro do senhor Zôpa, no início dos anos oitenta, ia todos os dias de manhã, de burro, lá para o local onde tinha o moinho (não sei se este ainda funcionava) e à tarde lá voltava ele para a vila, novamente no seu burrinho.

Céu Ceia Excelente CRÓNICA!

Abílio Amiguinho Céu Ceia obrigado

Francisco Pacheco Obrigado Amiguinho, hoje andaste pelas minhas raízes.

Abílio Amiguinho Francisco Pacheco de nada.

Manuel Felix Um grande trabalho! Excelente!

Abílio Amiguinho Manuel Felix obrigado

Armandina Pires Havia mais moinhos pela ribeira acima, um no monte do brejo.pelo menos mais 2 por baixo do brejo 1 pertenceu ao sr. João Pedra-alta ,por cima o do sr. francisco Carrapiço e mesmo junto a esse outro que não sei de quem era porque nunca me lembro dele a funcionar, e o mais impotante para mim porque me criei lá, o do moinho de baixo, que é por baixo do moinho do sr. Francisco Carrapiço. Que também já não funcionava nessa altura.

Abílio Amiguinho Armandina Pires ainda não acabei de subir a Ribeira. Tenho mais referências e as que squi faz sao muito interessantes e também gostaria de saber mais. Temos de juntar tudo o que se sabe ainda.

Francisco Pacheco O problema é o estado em que está a ribeira de Arronches, principalmente em certas partes do percurso, pois uma iniciativa interessante seria mapear todos esses locais onde ainda há memória da existência de moinhos na ribeira de Arronches, e se possível traçar a Rota do Moinhos.

Francisco Pacheco No caso do Moinho da Quinta, aqui referido pelo professor Abílio Amiguinho, foi posteriormente, através do engenho do mestre Solas (pai do proprietário do único moinho ainda a funcionar) e a persistência do meu pai, mais tarde transformado em mini-hidroéletrica que, para regozijo de todos quantos habitavam o Monte da Quinta, passaram a ter energia elétrica muito antes de de toda esta zona. Nós e o Solas claro, pois no caso dele, através de um sistema ainda mais sofisticado, produzia eletricidade e punha o moinho a trabalhar. Se tiver oportunidade, engenho e ajudas ainda gostaria de repor esta mini-hídrica, pois parte dos materiais ainda detenho. Quem sabe, porque tem casas adjacentes, transformando o espaço agora abandonado, num centro interpretativo da ribeira de Arronches, nas suas múltiplas componentes. A ideia fica lançada, os materiais e o espaço também... Haja quem queira.

Abílio Amiguinho Francisco Pacheco Oxalá.

Armandina Pires Francisco Pacheco no moinho do brejo hoje propriedade do sr.Frontino Raimundo também tinham essa mini-hidroelétrica, provavelmente não estará a funcionar porque não mora lá ninguém, só o proprietário poderá dizer.

Francisco Pacheco Armandina Pires Se calhar teve a mesma origem aqui da nossa. O mestre Solas espalhou o seu engenho aqui pela ribeira de Arronches. Gostava muito de saber se essa ainda está montada, porque aqui a nossa foi desmontada e embora tendo grande parte das peças, incluindo o gerador, precisava de ver uma que ainda estivesse montada.

Armandina Pires Francisco Pacheco vou tentar saber.

Zezinha Balola Uma excelente descrição, nao fazia ideia da quantidade de moinhos na zona.Obrigada.

Abílio Amiguinho Zezinha Balola de nada

Francisco Pacheco Zezinha Balola Afinal parece que sempre faz falta um GRUPO DE INTERVENÇÃO PATRIMONIAL.

Zezinha Balola Pois faz Prof Francisco,por isso é que!......

Sérgio Palma Professor Abílio Amiguinho se li bem, só uma correção: o Manuel "Resga", meu avô, era pai do meu tio Joaquim Mouquinho e não irmão.

Abílio Amiguinho Sérgio Palma obrigado, mais uma vez. Farei a correção. Abraço

Sérgio Palma Abílio Amiguinho não precisa agradecer. É um prazer poder ajudar.

Francisco Pacheco Abílio Amiguinho pelo que aqui estamos a ler, parece-me que continuamos a ter trabalho pela frente, e não te queixes, a culpa foi tua.

Carmo Serrote Uma excelente narrativa da vida e envolventes da ribeira de Arronches Apesar de não ser de cá, com crónicas como esta, quase já conheço tudo Obrigado Prof Amiguinho Contudo partilho consigo o valor e força educativa dos projetos do nosso ICE que terminou O ECO e posteriormente as Escolas Rurais, Do Longe Fazer Perto do qual fui coordenadora durante uns anos, foram grandes mais valias para as escolas isoladas do Alentejo. Acompanhei de perto escolas de Santiago do Cacem, e Alcácer do Sal Quantas recordações dessas escolinhas, quanta qualidade pedagógica daqueles professores, quanta inovação naqueles processos e caminhadas educativas O nosso querido Ruy D'Epines onde estiver está feliz

Abílio Amiguinho Carmo Serrote é verdade. Ainda hoje falámos sobre isso na breve conversa que tivemos. Fiquei por feliz por vos ver. Pese embora a circunstância. Abraço

Abílio Amiguinho Carmo Serrote é verdade. Ainda hoje falámos sobre isso na breve conversa que tivemos. Fiquei por feliz por vos ver. Pese embora a circunstância. Abraço

Luis Pacheco Felicito-o pelo trabalho que partilhou nesta página. Tem muito valor geográfico, quer físico quer humano. Evoca a história da região, outrora com mais vida, como tantas regiões rurais do nosso país. A grande riqueza de detalhes, leva-nos a viajar mentalmente, no tempo e no espaço. Despertou a memória do meu marido, que por aí andou em criança. O moinho dos Cubos, pertenceu a uma tia materna do meu marido. São estudos úteis, que ficam para outras gerações. Obrigada pelo excelente trabalho. Com os meus cumprimentos, Rita Pacheco

CANTOS E RECANTOS DE ALEGRETE, publicado por Lena Trindade em 20/06/2026

Céu Ceia Maravilhoso Adoro! Excelente foto! Parabéns Lena Trindade Priminha

Luisa Vaz Tavares Fantástico o pormenor da flor

Mikas Monteiro Linda a minha terra vila de. Alegrete

Francisco Pacheco Lena Trindade As flores que nascem no meio das pedras são sempre bonitas. E para além disso transportam em si uma mensagem que nos inspira.

MÚSICA DA SEMANA – Rúbrica de GONÇALO PACHECO publicada em 21/06/2026

Francisco Pacheco Colocaste, com a irreverência que te caracteriza e de que me orgulho, o dedo na ferida. Infelizmente Antónios Ferros temos muitos neste "tempos de solidão" que infelizmente caracterizam a era em que vivemos, ou a que tristemente assistimos. Os efeitos perniciosos da ação de António Ferro no que a património diz respeito, quer material, quer sobretudo imaterial, pelos motivos que tu bem referes, ainda estão só lacunarmente explicados.

Céu Ceia Brilhante a sua CRÓNICA! Gonçalo Pacheco " recheada " de cultura musical! Parabéns !

Mercedes Arez Não me lembrava do tema! Penso muito, sempre que ouço aquilo que hoje nos vendem como Cante, no verdadeiro Cante Alentejano que ouvia no Baixo Alentejo nos finais dos anos sessenta. O ambiente de medo,o lamento, o desespero pela vida que não tinham!

Luisa Vaz Tavares Não sei porquê, mas sempre que me lembro de Vitorino é a cantiga dum marginal do século XIX que me vem à cabeça. Nem sequer é das mais conhecidas, nem das mais comerciais e eu gosto de toda a sua obra, oh se gosto! Gosto da sua irreverência, assim como gostei de mais esta aprendizagem aqui hoje apresentada. Obrigada, professor Gonçalo Pacheco!

Carmo Serrote Excelente texto sobre Vitorino Gostei muito

Dulce Carrapico O meu álbum preferido do Vitorino. Melhor só ouvir o Vitorino com os seus irmãos, na terra deles, numa tasca a comer petiscos e a beber uns copitos de vinho.

TEXTO DE LUÍSA VAZ TAVARES, A PROPÓSITO DE UMA FOTO DE ZEZINHA BALOLA, publicado em 22/06/2026

António Parente Não Luísa, já foi muito menos comum, agora a população é bem superior à pega rabuda. Mas olha eu percebo muito pouco disso, aliás como persona no grata em determinados sectores da freguesia, eu sei muito pouco de tudo

Luisa Vaz Tavares António Parente , sabes muito, mas muito mais que eu nesta área.

E como eu tenho uma certa tendência a ser contra corrente, sei que tu sabes muito de muitas coisas.

António Parente Luisa Vaz Tavares , eu também sei que tu entendes - te a minha ironia, mas sabes que eu adoro não ser yes men e adoro dizer o que penso, sem olhar as pessoas, mas ao interesse colectivo. Beijinho grande

Antonio O Henrique Esta pega sao sentenas na nossa zona

Luisa Vaz Tavares Antonio O Henrique , sim, já informou o António Parente. Por isso é que eu gosto destas conversas, aprendemos todos, uns com os outros.

Antonio O Henrique Assim gosto comunicarmos dentro da verdade

Francisco Machado Mesmo muitas nos besteiros

Prudencio Berrocal Andam a criar na área da piscina.

Zezinha Balola É muito bonita, no momento andava por ali muito tranquila !